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Abiquim, ICCA e Pacto Global promovem Seminário sobre a preparação e o papel da indústria química para as mudanças climáticas

26 AGO 2019

A Abiquim, a Rede Brasil do Pacto Global da ONU e o International Council of Chemical Associations (ICCA) realizaram o seminário “Como a indústria química está se preparando para as mudanças climáticas?”, evento oficial da Semana do Clima da América Latina e Caribe, que aconteceu em Salvador, entre os dias 19 e 23 de agosto. 

O seminário, realizado no primeiro dia da Semana do Clima da América Latina e Caribe, teve como representante do governo federal o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre Da Costa. Em sua apresentação o secretário especial defendeu que as ações para uma economia de baixo carbono no Brasil devem reconhecer as características da matriz energética limpa do País para promover maior competitividade às empresas nacionais e destacou que o choque do gás promovido pelo governo federal fortalece a agenda de redução da pegada carbônica. 

Além do governo federal, a programação do seminário, realizado na manhã do dia 19, também contou com a participação de representantes da indústria química, da Rede Brasil do Pacto Global e da Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC) do Banco Mundial. 

O diretor do Departamento de Economia Ambiental e Acordos Internacionais do Ministério do Meio Ambiente, Adriano Santhiago, destacou o papel da indústria química como fornecedora de soluções para o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima. “A indústria química é importante no tratamento de água e resíduos, ela proporcionou aumentar a produção de alimentos utilizando-se quase o mesmo volume de área plantada, que era usada na década de 70, além de ser importantes para o desenvolvimento dos biocombustíveis e veículos elétricos”, disse. 

Já a coordenadora geral de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, Ana Luiza Champloni, apresentou o status do projeto PMR (Partnership for Market Readiness) Brasil, que visa dar suporte técnico para a elaboração de recomendações sobre instrumentos de precificação de carbono e ajustes nas políticas públicas, que poderão complementar e tornar mais custo-efetivo o conjunto de medidas a serem adotadas para alcançar os compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa que o Brasil assumiu internacionalmente, no âmbito do Acordo de Paris.

A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Abiquim, Marina Mattar, que também é membro do Steering Comittee da CPLC do Banco Mundial, apresentou o posicionamento do setor químico sobre a precificação de carbono, lançado ainda em 2017, e que defende a implementação de um mercado de carbono. A executiva da Abiquim destacou a necessidade de que a política de precificação de carbono reconheça os esforços já realizados voluntariamente pelos diversos setores em reduzir suas emissões de CO2 e que um mercado de precificação de carbono seja adotado por todos os setores, ele não deve ser um instrumento de apenas um setor. 

A chefe da CPLC, Angela Churie Kallhauge, apresentou a evolução das políticas de precificação de carbono. Angela explicou que as iniciativas ao redor do mundo passaram de 51 em 2018 para 57 em 2019, fruto de uma mobilização da sociedade e dos governos que entendem a necessidade de implementar uma política de precificação de carbono. Mas, segundo ela, atualmente apenas 20% do carbono gerado é precificado, sendo necessário aumentar esse volume. 

O seminário teve a participação do chefe da Força Tarefa em Advocacy do grupo de Liderança em Energia e Cadeia Climática do International Council of Chemical Associations (ICCA), Jorge Soto, com a apresentação “ICCA: a indústria química global apresenta soluções energéticas em mitigação e adaptação”; do coordenador do Grupo Temático Energia e Clima da Rede Brasil do Pacto Global, Luiz Carlos Xavier, que fez a apresentação “Pacto Global: introdução sobre as ações para aumentar a resiliência no Brasil: novo projeto de adaptação”; da consultora da WayCarbon, Melina Amoni, que fez a apresentação “Projetos em adaptação, riscos e gerenciamento”; do coordenador da Unidade Salvador da Embrapii, Daniel Da Silva Motta, que fez a apresentação “Tecnologias de baixo carbono”; e do CEO da Carbonor, Paulo Cavalcanti Junior, que apresentou o case da indústria que utiliza o CO2 no processo de produção. 

Notícias Abiquim.

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